A Fratura do Fêmur e seu tratamento
Na fratura do fêmur o fisioterapeuta precisa ter conhecimento do local exato para o tratamento, pois com ele o mesmo se torna apto a ministrar de forma adequada uma recuperação rápida e eficiente do paciente. (Procurando uma empresa especializada em cuidados especiais? Clique aqui!)
Entendo melhor o fêmur: é o osso mais longo e pesado do nosso sistema esquelético, ele é tubular que vai do quadril até o joelho e é dividido em três partes: o corpo (diáfise) e duas epífises (proximal e distal). A cabeça do fêmur se localiza no proximal, trocanter maior e menor e a distal esta composta pelo epicôndilo lateral e medial, côndilo medial e lateral, fossa intercondilar e face patelar. Ao longo do fêmur consiste grande quantidade de músculos que se deformam quando ocorre alguma fratura ao longo do osso, tais como: glúteo, adutores, vastos, cabeça curta do bíceps e as cabeças mediais e laterais do gastrocnêmia. A fratura ocorre em geral como resultada de acidentes de automóveis, motocicletas, tiro, queda de lugares altos, esmagamento ou atropelamento e frequentemente em pacientes poli traumatizados e mais comuns em jovens, há também fraturas causadas por osteoporose (patológicas), falta de cálcio na estrutura óssea predominante em idosos, mas pode ocorrer também devido a metástase de carcinoma. Por ser um local com grande quantidade de veias, músculos e muito bem vascularizado a fratura pode sim trazer complicações, sendo uma delas a necrose avascular, cerca de 20% de pacientes com fraturas impactas e não desviadas e foi constatada que a incidência de necrose avascular é mais alta em adultos jovens com lesões de “alta energia” e uma necrose avascular ou imobilização inadequada também pode levar o paciente à Pseudo-artrose, ou seja, não acorre a consolidação da fratura. (Procurando uma empresa especializada em cuidados especiais?)
QUAL É A EPIDEMIOLOGIA DA FRATURA FECHADA DA DIÁFISE DO FÊMUR NO ADULTO?
Existe uma distribuição bi modal da incidência. A fratura fechada da diáfise do fêmur no adulto é mais freqüente ao redor dos 27 anos de idade, decorrente de acidentes de alta energia, como acidente de carro, acidente de moto, atropelamento e queda de altura. O segundo pico da incidência ocorre ao redor dos 75 anos de idade, sendo mais comum em mulheres e decorre de traumas de baixa energia, especialmente a queda ao solo2.
QUAIS SÃO AS LESÕES ASSOCIADAS MAIS FREQÜENTES COM A FRATURA FECHADA DA DIÁFISE DO FÊMUR NO ADULTO?
Nas fraturas causadas por mecanismo de baixa energia, a fratura da diáfise do fêmur geralmente é isolada 3,4.
Nos jovens, como a fratura é provocada por trauma de alta energia, a freqüência de lesões associadas é maior. As mais freqüentes são as que acometem o mesmo membro. A incidência de lesão ligamentar no joelho ipsilateral pode chegar a 52,5% dos pacientes, no exame clínico, e no exame artroscópico subseqüente: 48% de lesão parcial e 5% de lesão total do ligamento cruzado anterior5. Também podem ser encontrada frouxidão ligamentar em 49% e lesão do menisco medial em 26% dos pacientes tratados de fratura fechada da diáfise do fêmur6.
Na avaliação da fratura da diáfise do fêmur, também é necessária a avaliação do quadril ipsilateral devido à probabilidade de fratura do colo do fêmur (0,8 a 8,6%), ou fratura da pelve ou do acetábulo (5%)8,9.
Fabiana de Barros Coelho – Técnica de Enfermagem e Blogueira Profissional http://twitter.com/blogandosaude
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